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Adolescentes portugueses estão exaustos.

  • Foto do escritor: JS Alvalade
    JS Alvalade
  • 19 de nov. de 2019
  • 2 min de leitura

Após ter lido o artigo pelo Expresso, de título "Adolescentes portugueses estão exaustos. Os que não gostam da escola triplicaram nos últimos 20 anos", deparei-me que a realidade no fim de 2019 continua a mesma. Um dos principais elementos avaliados nos inquéritos realizados é a escola, local que é o foco da vida de maioria dos jovens. Conforme nos indicam os resultados do inquérito de 2018, "17,09% dos adolescentes inquiridos disseram-se cansados e exaustos "quase todos os dias"". Este é um problema que só tem aumentado ao longo do tempo, foi crescendo tanto que em 1998 apenas 13,1% dos estudantes admitiam não gostar da escola, passando para 29,06% apenas duas décadas depois. O mais grave é que não só os adolescentes não gostam da escola como também se consideram maus alunos, esta percentagem é de 51,8% e a principal resposta que é fornecida é por "não tenho boas notas", a investigadora que realizou este inquérito acrescenta que "eles estão é stressadíssimos com as notas. Parece que a escola toda se centrou na questão da avaliação em vez de no gosto pela aprendizagem". 87,2% da população estudantil indica que têm de aprender demasiada matéria, a mesma é aborrecida e difícil. Tendo sintetizado o artigo analisado cheguei à conclusão que pouco se fez para tornar a escola um local apelativo para os jovens. É a nossa responsabilidade não limitar a curiosidade natural do ser humano. É o nosso dever educar, da forma mais eficaz e vantajosa, as novas gerações. Não basta apenas ensinar matéria teórica que apenas alguns utilizaram para o resto das suas vidas profissionais e pessoais. É essencial demonstrar como funciona o mundo em que vivemos, que mecanismos têm a seu dispor para que os seus direitos sejam assegurados. Com base nas indicações dadas, reúno algumas das propostas que eu pessoalmente defendo para que possamos melhorar este sistema educativo e para que possamos reduzir estes números de alunos insatisfeitos com a educação portuguesa. Diminuição do horário escolar Tornar as aulas mais dinâmicas entre alunos e professores Reduzir a realização de avaliações ou adaptá-las às matérias e aos alunos Reduzir a quantidade de matéria dada Reduzir o número de alunos por turma Utilizar a tecnologia como vantagem e não como inimigo Realizar avaliações frequentes aos professores para averiguar se se encontram aptos a desempenhar este papel Maior Flexibilidade curricular Reduzir o horário de trabalho de professores Natália Faria.(2018). Adolescentes portugueses estão exaustos. Os que não gostam da escola triplicaram nos últimos 20 anos. Consultado em 19 novembro 2019.


 
 
 

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