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Alterações climáticas: Menos conversa e mais ação

  • Foto do escritor: JS Alvalade
    JS Alvalade
  • 6 de dez. de 2019
  • 2 min de leitura

É sabido que as alterações climáticas são reais. Este foi um assunto que durante muitos anos não teve a importância e realce merecido, mas felizmente com toda a mobilização nas ruas dos jovens à volta de todo o mundo pela iniciativa da jovem ativista Greta Thunberg, este assunto tem tido um maior destaque no espaço mediático com uma consequente onda de maior consciencialização a nível individual do que cada um pode fazer para resolver esta crise.

A verdade é que reclamar e ir às ruas não é suficiente e já se torna exaustivo ouvir os mesmos motes vezes sem conta. Já todos sabemos que não há planeta B, já todos sabemos que devemos mudar o sistema e não o clima, já todos sabemos que a exploração desenfreada de combustíveis fósseis é prejudicial, já todos sabemos que é preciso justiça climática. O que resta saber é como é que vamos concretamente transformar estes problemas em soluções.

E precisamos de ser realistas. Temos o acordo de Paris que tem que ser cumprido até 2050, no qual temos como meta atingir a neutralidade carbónica, sendo que, para que esta objetivo seja cumprido é preciso que até 2030 haja uma queda de 45% nas emissões carbónicas. A verdade é que, quer queiramos quer não, a ação individual não chegará para atingir as metas do Acordo de Paris, e por isso é necessário que hajam políticas favoráveis ao combate das alterações climáticas, sendo que sem elas nada poderá ser feito, e por isso, é preciso que o tema das alterações climáticas seja trazido ao debate político, de forma a encontrar soluções para cumprir as metas do Acordo de Paris, de forma a travar a crise climática.

É preciso que haja um maior investimento nos transportes públicos, de forma a garantir uma rede com preços acessíveis e qualidade, podendo assim largar-se as vias automóveis que tanto poluem. É preciso uma maior consciencialização nas escolas dos hábitos que os jovens devem ter para serem mais cientes dos seus comportamentos ambientais. É preciso que haja incentivos às empresas que apostem numa produção mais sustentável. É preciso pensar a longo prazo em toda esta situação e não no que a curto prazo possa ser melhor para a economia , esquecendo os danos que podem haver no futuro. É preciso a incentivação de um consumo mais consciente. E sobretudo, é preciso que haja uma mudança no discurso deste tema e discutir-se mais as soluções em vez dos problemas.

Por isto acho que é de máxima importância que as alterações climáticas tenham mais relevo no debate político e consequentemente no espaço mediático de forma a encontrar soluções para travar as alterações climáticas, pois na política o que importa é são as ações e não somente as palavras.

Embora este tema seja transversal a todas as pessoas e a todo o espetro político, eu creio que um futuro mais socialista é um futuro mais ambientalista e ecológico, e que as soluções que penso serem as melhores vão na linha de um Portugal mais socialista.


 
 
 

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