Precisamos de respostas!
- JS Alvalade

- 22 de mar. de 2020
- 2 min de leitura
Dia 24 de março celebramos o Dia Nacional do Estudante.
Há um ano, estaríamos na rua ao lado de estudantes de norte a sul do País, a fazer ouvir as nossas reivindicações e a apresentar as nossas propostas para o ensino. Este ano, infelizmente não poderá ser assim, devido à situação que vivemos e onde as preocupações dos próprios estudantes se adaptaram a esta realidade. Enquanto há um ano, o nosso foco seriam as condições materiais das escolas e faculdades, neste momento a preocupação é a avaliação. A realização dos exames nacionais para aqueles que pretendem ingressar na faculdade este ano e os exames para aqueles que já lá estando, cumprem os seus últimos anos de licenciatura e sonham em terminá-la e gerar valor para o seu País. No fundo, para quem neste momento não existe nenhuma resposta.
As faculdades e as escolas alimentam uma ideia que já todos nós vimos não ser possível, o reinício das aulas no dia 9 de abril. Os estudantes precisam de respostas e soluções realistas, porque se todos nós temos compreensão em relação à situação excecional em que vive a Europa e o Mundo, também merecemos suficiente respeito e consideração para receber uma resposta àqueles que neste momento não sabem como será o seu futuro académico. Tenhamos em memória Alberto Martins que em 1969, num regime ditatorial e opressor das liberdades, teve a coragem e a ousadia de pedir a palavra perante a “brigada do reumático” do antigo regime e façamos da sua palavra a nossa, pedindo respostas e avaliações justas. Não se compreende que ainda não tenha havido uma única comunicação ao País por parte do Ministério da Educação e do Ministério do Ensino Superior sobre o futuro tão incerto que viveremos. De uma coisa tenho a certeza: o futuro é incerto, mas sem um planeamento estrutural e acima de tudo justo ainda mais incerto se torna.
David Pinto






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